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TIREOIDITE DE HASHIMOTO E INFERTILIDADE FEMININA

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Muitas mulheres que desejam engravidar e ter um bebê não conseguem por uma diversidade de fatores e doenças envolvidas, entre elas a tireoidite de Hashimoto.

Foi o que um grande estudo de meta-análise publicado esse mês na revista Reproductive Medicine and Biology mostrou.

Há muito tempo sabemos que o hipotireoidismo, que é a falta de hormônios da glândula tireóide, é uma causa não só de infertilidade, como também de irregularidade menstrual, abortamento e parto prematuro. Por conta disso, gestantes ou aquelas que desejam engravidar e tem hipotireoidismo devem manter um TSH controlado entre 0,5 e 2,5 UI/ml.

Entretanto, o estudo mostrou que não somente a falta de hormônios como a própria presença de anticorpos contra a tireóide, mesmo naquelas pacientes que ainda tem níveis normais de hormônios, pode ser causa tanto de infertilidade como de menopausa precoce!

Para quem não sabe, o principal causador de hipotireoidismo é a doença autoimune tireoidite de Hashimoto, na qual anticorpos contra a tireóide são produzidos pelo sistema imunológico do paciente e atacam a glândula.

Em um primeiro momento, a tireóide permanece funcionando normalmente. Com o passar do tempo, o dano contra a glândula tireóide pode se tornar grande a ponto dela não conseguir mais produzir seus hormônios, e a pessoa desenvolve o hipotireoidismo.

E esses anticorpos, pelo que esse estudo mostrou, não se limitam apenas a atacar a tireóide, eles também diminuem a reserva de óvulos, que é medida através da dosagem do hormônio anti-mulleriano. Ainda não sabemos exatamente de que forma isso ocorre.

O que sabemos é que a portadora de tireoidite de Hashimoto apresenta um pico de hormônio anti-mulleriano na adolescência e que depois cai de uma forma acelerada, o que sugere que a doença pode levar a um esgotamento prematuro das reservas ovarianas.

Saber quem são as mulheres portadoras de tireoidite de Hashimoto, portanto, é fundamental para que possamos acompanhá-las e, eventualmente, tratá-las o quanto antes, seja através da reposição de levotiroxina naquelas que já apresentam alguma deficiência de hormônios, não atrasar muito o momento da gravidez ou mesmo congelar óvulos antes que as reservas se esgotem.

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