9 frutas low carb para comer sem culpa

Frutas são dos alimentos mais saudáveis que existem. Elas são ricas em fibras, vitaminas A e C, antioxidantes, potássio, hidratam e são uma boa fonte de energia, e é aí que devemos ter cuidado. Pessoas diabéticas ou que desejam perder peso devem saber que muitas frutas são ricas em frutose – o açúcar ou carboidrato da fruta – e o consumo exagerado pode causar problemas. Entretanto, algumas frutas possuem menos açúcar, medido em gramas de carboidrato para cada 100 g de fruta, e devem ser preferidas: 1 – Melancia: 7,5 g de carboidrato/100 g de fruta. Com um sabor bem doce, é rica em água e vitaminas. 2 – Melão Cantaloupe: 8 g de carboidrato/100 g de fruta ou uma xícara da fruta picada. Essa variedade de melão é rica em vitaminas A, C e ácido fólico e contém baixas quantidades de açúcar e sódio. 3 – Morango: 7 g de carboidrato/100 g de fruta ou equivalente a 8 unidades médias. Contém mais vitamina C do que a laranja por grama de alimento! 4 – Framboesa: 8 g de carboidrato/100 g de fruta ou 1 xícara. Além de boa fonte de vitaminas também é rica em fibras, porém evite comprar muito pois podem estragar logo depois de 1 a 2 dias da compra. 5 – Amora: 10 g de carboidrato/100 g de fruta ou 1 xícara. Parente da framboesa, conhecidas por “berries” em países de língua inglesa, são ricas em antioxidantes e de fácil digestão. 6 – Pêssego: 8 g de carboidrato/100 g de fruta ou 1 unidade média. Difícil encontrar uma fruta que é tão doce e ao mesmo tempo com tão pouco açúcar. 7 – Abacate: 8,5 g de carboidrato/100 g de fruta ou pouco menos de 1 xícara. Rico em fibras, gordura monoinsaturada e possui mais potássio do que a banana! 8 – Abacaxi: 11g de carboidrato/100 g de fruta. É uma importante fonte de manganês, um mineral essencial para o bom funcionamento hormonal, do sistema nervoso, além de auxiliar na absorção intestinal de cálcio. 9 – Ameixa: 7,6 g de carboidrato/100 g de fruta ou 1 unidade média. Também são ricas em potássio, mas atenção, prefira a fruta fresca, já que a ameixa seca contém muito açúcar.
Os benefícios e riscos da cafeína

A cafeína é a substância psicoestimulante de venda livre mais consumida no mundo. Quem aqui não toma um cafezinho logo de manhã para dar aquela despertada e se preparar para um novo dia? Ela aumenta o estado de alerta e concentração.⠀Esse é somente um dos efeitos positivos da cafeína. Ela também é amplamente utilizada como um recurso ergogênico por atletas, ou seja, pode melhorar o desempenho e a recuperação pós treino.⠀É comprovado que o consumo de cerca de 2,5 xícaras de café coado, o que equivale a 250 mg a 400 mg de cafeína 1 hora ou mais antes do exercício, reduz a sensação de fadiga e dor em treinos de longa duração (endurance) e também em treinos musculares com maior número de repetições e carga submáximaEm tese a cafeína aumenta a liberação e oxidação de ácidos graxos, ou de forma mais simples ajuda a “queimar gorduras”, porém seu resultado em termos de perda de peso em repouso é muito discreto.⠀Ao que parece esse benefício se torna mais evidente quando combinamos a cafeína ao exercício físico, pois ela direciona o organismo a utilizar preferencialmente as reservas de energia das gorduras ao invés de gastar o glicogênio, que é o açúcar estocado dentro das células.⠀A cafeína é mais potente quando consumida em sua forma anidra (cápsula, pó ou tablete) quando comparada ao café, porém é necessário termos alguns cuidados com relação a sua procedência e concentração, pois superdosagens de cafeína vistas em muitos suplementos populares podem fazer mal à saúde.⠀A ingesta dessa substância aumenta a produção de neurotransmissores de excitação como a noradrenalina, a dopamina e o glutamato. Em doses exageradas (acima de 9 mg/kg de peso corporal) esse aumento pode provocar sintomas como arritmia cardíaca, tremores, irritabilidade, insônia, ansiedade, sudorese, aumento da pressão arterial e até mesmo a morte em doses acima de 15 mg/kg, portanto atenção aos rótulos. Eu aprecio muito um bom café, tomo em média 3 xícaras ao dia e gosto de um sabor mais forte e encorpado, e você?
Você sabia? Colesterol aumentado pode ser um sinal de hipotireoidismo.

É bastante comum pacientes irem aos consultórios médicos por conta de aumento de colesterol ruim (LDL) nos exames de sangue. Ao serem questionados a respeito de seus hábitos alimentares muitos negam consumo exagerado de alimentos ricos em gorduras saturadas, como frituras, carnes gordas, manteiga, bacon, embutidos, entre outros. E acreditem: a maioria realmente diz a verdade, inclusive muitos tem hábitos alimentares saudáveis e praticam atividades físicas regulares Então como pode o colesterol ruim estar aumentado? A questão não é a quantidade de colesterol que chega através da alimentação e sim uma maior dificuldade do organismo, mais precisamente do fígado, em remover o excesso de colesterol do sangue. Boa parte desses pacientes possuem aumento de colesterol de causa genética familiar, que não será abordado hoje, e uma outra parcela significativa tem deficiência de hormônios da tireóide ou hipotireoidismo. Quando ocorre a falta de hormônios da tireóide, várias reações metabólicas do organismo passam a acontecer de forma mais lenta, inclusive a de remoção do excesso de colesterol pelas células do fígado. Cerca de 20% dos pacientes com hipotireoidismo mal controlado podem ter aumento do colesterol LDL e de triglicerídeos. Muitos irão apresentar além desse aumento sintomas de hipotireoidismo como cansaço excessivo, sonolência, desânimo, câimbras, intolerância ao frio, obstipação intestinal, ganho de peso de leve a moderado, irregularidade menstrual, entre outros. Tais sintomas podem nos indicar que há algo fora da alimentação que pode estar provocando essa elevação do colesterol. Porém, muitas pessoas podem ter um quadro de hipotireoidismo subclínico, em que os sintomas de hipotireoidismo ainda não surgiram, mas os exames de sangue já acusam a doença. Daí a importância de se realizar a dosagem de hormônios tireoidianos em todos os pacientes que apresentam mau controle do colesterol.
Exame de cortisol: pra que serve (e não serve)?

Tenho visto vários médicos e os próprios pacientes solicitando dosagem de cortisol sem terem uma noção para que serve esse exame e como deve ser colhido. Daí surgem resultados alterados que nem sempre significam doença e que só gera estresse. Solicitamos o exame de cortisol para basicamente investigar duas situações clínicas: – Falta de cortisol ou Insuficiência Adrenal: Dosamos o cortisol entre 7h e 9h da manhã em pacientes com suspeita dessa doença, cujos sintomas são: perda de peso, náuseas e vômitos, fraqueza, tontura, queda de pressão arterial, hipoglicemia, escurecimento de pele, entre outros. Em algumas situações inconclusivas realizamos teste de estímulo para induzir aumento de cortisol. – Excesso de cortisol ou investigação para Síndrome de Cushing: Doença causada por tumores na hipófise, adrenal ou em outras partes do corpo e que aumentam o cortisol e levam ao ganho de peso abdominal, estrias violetas, vermelhidão na face, fraqueza muscular, diabetes e hipertensão de difícil controle, excesso de pelos em mulheres, entre outros. No caso da Síndrome de Cushing o diagnóstico NÃO é feito pela simples dosagem do cortisol matinal e sim através do cortisol livre na saliva às 23 horas, na urina ao longo de 24h ou dosagem de cortisol no sangue após efeito da dexametasona (teste de supressão). Exame de cortisol no sangue não deve ser pedido para: – Ver os níveis de estresse ou se há “fadiga adrenal” – essa entidade simplesmente não existe! – Mulheres em uso de anticoncepcional contendo estrogênio e gestantes. Ele virá aumentado em muitos casos e não significa doença. – Não deve ser dosado fora do início da manhã pois poderá estar mais baixo que o valor de referência. – Verifique se está usando medicamentos à base de cortisona. Nesses casos o cortisol no sangue poderá estar diminuído pois o remédio inibe sua produção. E outras tantas situações que podem alterar os níveis de cortisol sem significar doença. Portanto, procure um endocrinologista se tem dúvidas a respeito desse exame.
Chocolate meio amargo faz bem ao seu coração

O consumo regular de chocolate faz bem ou mal para a saúde? Para os amantes de chocolate, um novo artigo publicado esse mês no European Journal of Preventive Cardiology se tornou um bom argumento para não deixar de lado essa deliciosa sobremesa. Esse estudo, uma meta-análise (reunião de vários artigos publicados sobre o assunto) com mais de 330 mil pessoas, mostrou que o consumo de chocolate mais de uma vez por semana ou mais de 3,5 vezes ao mês diminuiu em 8% o risco de desenvolver doença cardiovascular, como infarto e angina. Não só ao coração, o chocolate também foi benéfico para melhorar a circulação e diminuir o risco de acidente vascular cerebral. Provavelmente isso se deve a algumas substâncias presentes no cacau como catequinas, flavonóides e polifenóis, que possuem ação anti-inflamatória, antioxidante, aumentam os níveis de colesterol bom (HDL) que limpa as artérias, além de ajudarem na dilatação dos vasos, diminuindo assim a pressão arterial. Mas atenção, como já diz o título, a maioria dos estudos sobre o assunto diz respeito ao chocolate meio amargo, aqueles com teor de cacau maior ou igual a 60%. Chocolates ao leite, branco e outros com alto teor de açúcar e gordura derivada de manteiga e outros óleos vegetais não mostraram esse benefício, pelo contrário, seu consumo em excesso pode piorar os níveis de colesterol ruim e de glicemia, além de serem mais calóricos na maior parte das vezes. Também não podemos exagerar no chocolate meio amargo, o recomendável é consumir um tablete de 30g cerca de duas vezes na semana e evitar preparações mais calóricas cheias de caramelos e nozes, pois mesmo sendo mais saudável o excesso pode levar ao ganho de peso e suas consequências.
Quem não pode fazer dieta cetogênica?

A dieta cetogênica, sem dúvida, é uma das mais populares e seguidas por quem deseja perder peso de maneira rápida e eficaz.⠀Essa dieta consiste em reduzir drasticamente o consumo de carboidratos para menos de 50g ao dia em média. Nessa situação, a energia dos carboidratos se esgota rapidamente e a produção de insulina praticamente fica zerada.⠀Quando a insulina baixa, é ativada a enzima lipase sensível a hormônio, que libera de maneira intensa as reservas de gordura que servirão de combustível para o organismo, o que resulta em intensa perda de peso. Parte dessa gordura liberada é convertida em cetona pelo fígado, pois certos órgãos, como o cérebro, não são capazes de utilizar gorduras diretamente, daí o nome dieta cetogênica.⠀De fato, a perda de peso da dieta cetogênica pode impressionar, mas para muitos não é nada fácil de ser feita.⠀Sintomas como fraqueza, dores de cabeça, alterações de humor, mau hálito, são comuns e podem ser intensos. Além disso, para um grupo de pessoas, ela não deve ser seguida pois oferece graves riscos à saúde, são eles:⠀???? Portadores de insuficiência hepática, cardíaca e renal;???? Gestantes e mulheres que estão amamentando;???? Crianças e adolescentes em fase de crescimento;???? Idosos frágeis;???? Diabéticos tipo 1 e alguns diabéticos tipo 2 dependentes de insulina;???? Portadores de doenças cardiovasculares recentes, como infarto e acidente vascular cerebral;???? Em transtornos psiquiátricos graves, como esquizofrênicos, depressivos graves e bipolares;???? Portadores de bulimia e anorexia nervosa;???? Ácido úrico não controlado, principalmente naqueles com histórico de gota e cálculos renais;???? Alcoólatras e dependentes de drogas???? Usuários de diuréticos e de corticoides;???? Doentes com câncer que estão em tratamento. Para os demais a dieta cetogênica pode ser considerada, porém jamais feita sem o devido acompanhamento do médico e do nutricionista, pois a redução agressiva de carboidratos pode também diminuir muito o aporte de certas vitaminas e minerais e desnutrir o paciente.
Previna o diabetes com alimentos integrais, vegetais e frutas

Para prevenir e combater o diabetes não basta apenas medicamentos, seguir uma dieta saudável e balanceada é tão importante quanto. E quais alimentos são essenciais para termos um maior sucesso em evitar o diabetes? Nesse mês de julho, dois novos artigos publicados no British Medical Journal vieram a reforçar a recomendação de se consumir mais alimentos integrais, vegetais e frutas com o intuito de prevenir o diabetes. Isso pode até parecer meio óbvio para muitos, mas será que temos a real noção da força que esses alimentos possuem? O primeiro estudo analisou o efeito dos alimentos integrais. Foram acompanhadas 200.000 pessoas durante 24 anos e o resultado foi que aqueles que consumiram mais esse tipo de alimento, correspondente a uma ou mais porções ao dia, tiveram um risco 29% menor de desenvolver diabetes comparado ao grupo que raramente consumia os integrais, no caso uma porção ou menos ao mês. Os alimentos integrais que mostraram benefícios nesse estudo foram os cereais integrais, pão preto, farinha de aveia, farelos, gérmen de trigo e arroz integralJá o outro estudo mostrou que as pessoas que apresentavam no sangue maiores níveis de vitamina C e carotenoides tinham um menor risco de desenvolver diabetes. Após excluir do estudo aqueles que aumentaram os níveis dessas vitaminas por meio de suplementos, verificou-se que altos níveis de vitamina C e carotenoides eram obtidos por meio do maior consumo de frutas e vegetais, respectivamenteConsumir pelo menos 66g de vegetais e frutas ao dia reduziu em 25% o risco de desenvolver diabetes, independente de outros fatores. Isso não é pouca coisa… Alimento saudável também é remédio. Leve muito a sério aquilo que você come!
12 dicas para combater a insônia

Em tempos de quarentena, com aumento do trabalho em home office, filhos fora da escola e dias seguidos sem sair de casa, nosso ritmo de sono e vigília acaba por se tornar vítima dessa mudança de rotina. Por conta disso, muitas pessoas passaram a sofrer ou pioraram dos sintomas de insônia. A insônia pode ser inicial (em que a pessoa demora para pegar no sono), intermediária (acorda no meio da madrugada e tem dificuldade de voltar a dormir) e terminal (acorda mais cedo do que o desejado) e tem múltiplas causas. Além da sensação de cansaço e queda de produtividade, a insônia crônica pode contribuir para o surgimento de doenças como a obesidade, diabetes, hipertensão arterial, dores de cabeça, transtornos de humor, entre outros. Aqui vão algumas dicas que podem te ajudar a ter uma boa noite de sono: – Fique longe das telas de computadores e celulares por no mínimo uma hora antes de deitar-se. A luz azul que esses aparelhos emitem diminuem a produção da melatonina, hormônio responsável por induzir o sono; – Pare de olhar o relógio a todo o momento. Isso só vai te deixar mais ansioso – Procure meditar e se desligar do mundo lá fora antes de deitar-se. Não leve problemas para a cama; – Evite café, refrigerante, chás escuros e energéticos do horário do café da tarde em diante; – Resfrie o quarto com ventilador ou janela entreaberta se estiver quente; – Evite barulhos. Nem sempre isso depende de você, então invista em protetores auriculares ou mesmo janelas antirruído; – Evite excesso de proteínas, alimentos muito gordurosos e condimentados à noite; – Fuja das bebidas alcoólicas à noite. É um mito que elas ajudam no sono; – Se está há muito tempo deitado e o sono não vem, saia da cama e mude de ambiente. Pegue um livro calmo e leia debaixo de uma luz mais fraca; – Não tente aproveitar a insônia para adiantar trabalhos; – Crie uma rotina de horário de dormir e acordar aproximadamente no mesmo horário, inclusive aos fins de semana; – E se as medidas acima não surtirem efeito, consulte o seu médico.
Quais alimentos provocam acne em adultos?

Acne é a doença dermatológica mais comum na adolescência, mas que pode persistir ou mesmo ressurgir durante a vida adulta. É mais comum em mulheres e pode trazer verdadeiros transtornos à autoestima da pessoa. Algumas desordens hormonais como a Síndrome dos Ovários Policísticos e o uso de esteroides anabolizantes contendo testosterona são causas bastante conhecidas de acnes em adultos. Já certos alimentos, como o chocolate, são antigos suspeitos de serem causadores de acnes, mas os trabalhos científicos sempre tiveram dificuldade de comprovar essa ligação. Entretanto, um grande estudo populacional conduzido na França (NutriNet-Santé) publicado no mês passado na revista médica JAMA mostrou que sim, alguns alimentos podem estar mais relacionados ao aumento de acnes em adultos, entre eles: Alimentos gordurosos e açucarados como bolos, pudins, tortas, mousses, inclusive o chocolate, entre outros; Bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos artificiais; Leite, principalmente achocolatado (de novo!). Outros alimentos, por outro lado, não mostraram relação com surgimento de acnes, tais como verduras, frutas, carnes magras, carboidratos integrais e chocolates mais amargos. A hipótese é a de que os alimentos açucarados e gordurosos induzem ao aumento de hormônios como o IGF-1, a insulina e a testosterona, que por sua vez estimulam a produção de sebo e proliferação de células inflamatórias na pele, que combinadas levarão a formação das famosas pústulas características das acnes. Consulte sempre um especialista em dermatologia, endocrinologia e um nutricionista para checar os possíveis causadores da acne na vida adulta e orientar uma dieta mais equilibrada.
Dexametasona contra COVID-19 salva vidas, mas há riscos.

Enfim, uma boa notícia na guerra contra o COVID-19. Recentemente um estudo britânico chamado Recovery (Randomised Evaluation of COVID-19 Therapy) que envolveu cerca de 11.500 pacientes, mostrou que o uso de dexametasona em pacientes graves que necessitaram de uso de oxigênio reduziu a mortalidade entre 20% a 35%, o que é um número considerado muito bom! A dexametasona é um medicamento da classe dos corticosteroides, que atuam como potentes anti-inflamatórios utilizados em várias situações clínicas. No caso da infecção por COVID-19, ele reduz a resposta inflamatória exagerada do sistema imunológico contra o vírus, que é o que acaba por destruir o tecido pulmonar e leva a formação de coágulos e obstrução da passagem de sangue pelo órgão. Essa é uma grande notícia, sem dúvida nenhuma, e ainda há a vantagem desse medicamento poder ser amplamente utilizado em UTIs, por ser barato e de fácil acesso. Porém, antes que alguém pense em ir agora a uma drogaria para comprar dexametasona sem receita, insisto: não façam isso!!! Como disse antes, esse medicamento só mostrou benefícios em pacientes críticos e cabe somente a equipe médica decidir qual paciente deverá tomar dexametasona. A automedicação pode trazer sérios riscos à saúde. Em primeiro lugar, a dexametasona também é um imunossupressor e seu uso em quadros mais leves pode ter o efeito contrário, deixar o indivíduo mais vulnerável a quadros infecciosos mais graves. A ideia no seu uso é reduzir a reação inflamatória exagerada grave e não diminuir a imunidade por completo. Além disso, os corticosteroides podem aumentar a glicemia nos diabéticos, piorar a hipertensão arterial e levar ao ganho de peso, que também são fatores de risco para agravamento da infecção por COVID-19. Portanto, saber que temos um medicamento que pode nos salvar no limite entre a vida e a morte nos traz alívio, mas seu uso deve ser bastante criterioso, somente em pacientes internados graves e jamais em uso domiciliar, muito menos utilizado por conta própria.
